Autoestima I

A tão famosa autoestima… Conheces? Já avaliou a sua?

Conhecida como o ponto nevrálgico na construção e no desenvolvimento do ser, a autoestima refere-se ao eixo da personalidade, a maneira como o individuo se concebe, se relaciona, se sente. É a resposta subjetiva do famoso questionamento: – Quem sou eu?

O Psicólogo Enrique Maia usa o tripé PENSAMENTO, SENTIMENTO, AÇÃO, para explicar que a autoestima integra a forma como a pessoa percebe a si mesma, como ela sente as suas emoções e as atitudes tomadas com mais ou menos confiança.

O psiquiatra Diogo Lara corrobora afirmando que a autoestima não é uma quantidade, é a qualidade da relação que o individuo tem consigo mesmo. Destaca ainda que popularmente a autoestima é vista de uma forma maniqueísta, como baixa ou alta, boa ou ruim e ainda com mais grave confusão conceitual, é descrita como quanto mais alta, melhor.

A fim de esclarecer esses aspectos, pode-se dizer que “autoestima baixa” refere-se ao entendimento de que a pessoa tem pouco valor no contexto em que vive e que sua capacidade de conquista é mínima ou nula.

Uma “autoestima frágil” caracteriza-se por indivíduos que possuem sensibilidade emocional a críticas, rejeição, indiferença, inclinação a se culpar e se cobrar demais e apresenta necessidade de agradar. Muito frequente, percebe-se nos indivíduos que apresentam baixa autoestima, uma “voz crítica” que ataca a mente comparando-o com outras pessoas, impondo-se padrões perfeccionistas quase que impossíveis de atingir ou que obrigam a um sofrimento excessivo e atacam-no na mais pequena falha (além de não reconhecer ou sentir-se merecedor do sucesso). Tais processos podem ser trabalhados na psicoterapia desarmando e cortando este ciclo vicioso de pensamentos irracionais.

A “autoestima alta”, já se refere ao entendimento que o individuo tem de si, sentindo-se superior a maioria das pessoas, estando acima do bem e do mal e com mais direitos que os demais.

Para considerar a “autoestima saudável” associa-se à autoaceitação, autoeficácia, autenticidade, autoempatia, auto-respeito e, principalmente, autoconhecimento. Todos esses aspectos norteiam o que os especialistas da psiquê entendem por uma autoestima equilibrada.

Faz-se necessário que se compreenda que a autoestima alta, baixa, frágil, enfim, sem equilíbrio interfere diretamente nas relações estabelecidas da infância até a fase adulta. Ressalta-se o antigo ditado popular: – “é preciso amar-se para poder amar”, traduzindo que é preciso estar bem consigo mesmo para conseguir compartilhar a vida com as pessoas de forma agradável para todas, do contrário, as relações não se sustentam devido os comportamentos expressados, tais como dependência, controle e ciúmes. Então, repense, reavalie.

CONTINUA…
Na próxima semana: Autoestima II – Educando para a construção da autoestima saudável.

Por Cristiane Richter – Psicóloga & Acupunturista do Espaço Vida Centro Terapêutico.

Referências Bibliográficas
Serão reunidas no texto Autoestima II – Educando para a construção da autoestima saudável.