Auriculoterapia

A auriculoterapia chinesa faz parte de um conjunto de técnicas terapêuticas, que tem como base os preceitos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Acredita-se que tenha sido desenvolvida juntamente com a acupuntura sistêmica (corpo), que é, atualmente, uma das terapias orientais mais populares em diversos países e tem sido amplamente utilizada na assistência à saúde, nos aspectos preventivos e curativos (Landgren, 2008). Nas últimas décadas, a técnica vem se difundindo por todo o mundo em função da crescente aceitabilidade pelas comunidades científicas, após estudos que vem sendo realizados sob uma perspectiva ocidental, com métodos de investigação (WHO, 1999).
Consiste na estimulação com agulhas, sementes de mostarda, objetos metálicos ou magnéticos em pontos específicos da orelha para tratar cerca de 200 enfermidades, entre as quais estão enfermidades de carácter funcional (físicas) bem como de carácter neurótico e psicótico (psicológicas), podendo citar a ansiedade, enxaqueca, obesidade ou contraturas, entre outras.
Além disso, a auriculoterapia ajuda a diagnosticar e a prevenir algumas doenças através da observação dos pontos específicos da orelha que se encontram alterados, visto que os pontos auriculares funcionam como uma memória do histórico patológico das pessoas, fornecendo o desenvolvimento cronológico das enfermidades e a preparação para processos patológicos que ainda não se manifestaram clinicamente.
O pavilhão auricular é considerado uma parte muito importante do corpo humano, por constituir um micro sistema, capaz de funcionar como um receptor de sinais de alta especificidade, podendo refletir todas as mudanças fisiológicas dos órgãos, dos quatro membros, do tronco, dos tecidos, etc. Quando se produz uma desarmonia em qualquer parte do corpo humano, este é refletido na orelha com reações de carácter e localidades diferentes, específicos a cada enfermidade em particular, e deixando relações muito estreitas entre os locais reativos e as partes do organismo implicadas na patologia. As reações podem ser de diferentes tipos, entre as mais comuns estão: mudanças na resistência elétrica das zonas reativas específicas, mudanças de coloração, descamações, mudanças morfológicas nessas áreas, eczemas, etc. Todas estas reações podem aparecer no pavilhão auricular, antes que a enfermidade se manifeste e também, desaparecer depois da cura da mesma.

Terapeutas do Espaço Vida Centro Terapêutico que utilizam esta terapia ou técnica:
Angela Kaplon Tomczyk​Cristiane Richter